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12/04/2011

A RELAÇÃO HODIERNA ENTRE ESCOLA / IDEOLOGIA / REPRODUÇÃO (Filosofia e Educação)

    Penso que a escola, como instituição educacional, deve ser o lugar capaz de reproduzir o aprendizado e a própria educação; uma educação em que possa significar a realização do próprio aprendizado - porém, indo além dele. É o que num termo técnico chamamos de competências e habilidades. Porém, o sistema educacional atual vive uma situação conflituosa entre uma escola que tenta concretizar métodos educacionais que, por sua vez, não conseguem responder aos verdadeiros apelos educacionais prementes em nossos dias e nem ser sinal de condutas e mudanças sociais.   Com isso, os profissionais da educação se veem divididos e pressionados entre uma teoria (muito bem elaborada por sinal - porém, mirabolante e permissiva) e a prática cotidiana perpassada por embates nem sempre tão agradáveis e com resultados frustrantes. Estabelece-se, com isso, uma relação confusa, conflituosa e indeterminada entre sistema x profissional x aluno x sociedade.
E neste emaranhado perguntamos, quem é o sujeito da educação? A quem se destina a educação? Quais os resultados da educação? A escola é orientadora de consciências ou retrato de uma sociedade doente e sem referenciais. Talvez esteja sendo um pouco pessimista - lembro, é o meu ponto de vista. Porém, posso afirmar que muitos companheiros comungam desse dilema do contexto educacional atual em que estamos inseridos.

   -Devemos acreditar em uma ideologia educacional estéril e míope, incapaz de gerar e transformar condutas - porque "não vê" ou não quer enxergar que a lança está muito distante do alvo em que se deve acertar?
   -Podemos nos conformar com uma escola totalmente desprovida de autoridade (devido a uma falsa leitura sobre o que é democracia)?
   Percebemos que, quanto mais fracas as instituições vão se tornando (entre elas, a escola), mais a sociedade caminha por "atalhos" sem rumos e direção. Resultado disso tudo? O peso recai sobre o indivíduo e a culpa volta como um problema de desmobilização das próprias instituições.

Celsio Elias Carrocini - Franca-SP