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5 de mai de 2011

POBREZA POLÍTICA - (Pedro Demo)

    
     É pobreza política aceitar um Estado avassalador e prepotente, bem como uma economia selvagem.
     É pobreza política conviver com um Estado de impunidade de exceção, de privilégio, em vez do Estado de Direito.
     Ao povo só deveres sem direito. À minoria privilegiada só direitos como dever. Para que permaneça essa situação, cultiva-se o analfabetismo e a desorganização da sociedade civil.

     É pobreza política lancinante não reivindicar direitos mas os pedir, os suplicar, os esperar passivamente.
     É pobreza política entender o Estado como patrão ou tutor, aceitar o centro como mais importante que a base, ver o serviço público como caridade Governamental, conceber o mandante como possuidor de autoridade própria.
     É pobre politicamente o cidadão que somente reclama, mas não se organiza para reagir, não se associa para reivindicar, não se congrega para influir e transformar.
     Não se pode acabar a pobreza sem participação do pobre.
     A política pretende reduzir os níveis quantitativos da pobreza. Mas esquece o pobre conservando-o analfabeto político. Distribui benefícios com objetivo de minimizar a fome, mas agrava a pobreza Política, porque recria o esmoler, ou seja, aquele que troca um prato de comida pelo CABRESTO.
     Ser pobre não é apenas não ter, mas ser coibido de ter.
     Pobreza é em sua essência discriminação e injustiça.
     Não se supera a fome distribuindo alimento apenas, mas produzindo-os em abundância, sobretudo por quem tem fome.
     Doar a sustentação material é uma forma de cultivar a pobreza, exceto nos casos extremos, diante dos quais não vale filosofar.
     Épobre politicamente quem vive em estado de manipulação, quem não tem consciência de sua opressão. Quem não se organiza em prol dos seus direitos.
     É pobre politicamente quem aceita migalhas em troca de desmobilização social.
     O POBRE É SOBRETUDO QUEM FAZ A RIQUEZA DO OUTRO SEM DELA PARTICIPAR.