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17 de jul de 2012

VIGIE SUAS PALAVRAS

"Herodes tinha mandado prender João, e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher de seu irmão Filipe, com quem se tinha casado. João dizia a Herodes: "Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão". Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não podia. Com efeito, Herodes tinha medo de joão, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava. Finalmente, chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galiléia. A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: "Pede-me o que quiseres e eu to darei". E lhe jurou, dizendo: "Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino". Ela saiu e perguntou à mãe: "Que seja a metade do meu reino". Ela saiu e perguntou à mãe: "Que vou pedir?". A mãe respondeu: "A cabeça de João Batista". (Mc 6, 14-29)

Nesta passagem do Evangelho, Marcos recorda o episódio da morte de João Batista. O cruel assassinato de João havia marcado para sempre o coração de Herodes, talvez por ter sido algo tão banal quanto injusto. De fato, segundo Marcos, a única razão que obrigou o rei a liquidar João foram suas palavras precipitadas, ditas num momento de exaltação e descontrole. Um velho ditado diz que "palavra de rei não volta atrás" e, assim é verdadeiramente, Herodes havia se comprometido com suas palavras a realizar os caprichos de uma jovem dançarina; o astuto rei tornou-se prisioneiro da jovem cortesã por causa de suas palavras impensadas.

É preciso que aprendamos a vigiar nossas palavras, querido irmão. Palavras precipitadas, ditas em momentos de "sangue quente", podem ser o começo de novos e maiores problemas. Peça ao Senhor que, no dia de hoje, o Espírito Santo seja um vigia à frente de seus lábios, para que eles não se tornem um laço para prendê-lo em situações de embaraço e perigo. Uma só palavra inspirada pelo Espírito tem mais poder para fazer o bem do que muitas palavras ditas debaixo da ira e do nervosismo. É preciso saber a hora de falar e a hora de calar...

Oremos pedindo sabedoria para usar palavras abençoadas no dia de hoje:
Pai querido, aprendi que palavras malditas são cadeias que me aprisionam a situações de perigo e destruição. Perdoa-me, Senhor, porque devido à minha constante precipitação no julgar e no falar, tenho sido injusto e impiedoso com tantas pessoas. Perdoa-me se me envolvi em contendas desnecessárias pelo meu modo errado de me expressar. Pai, preciso da sabedoria do Teu Espírito para discernir quando devo falar e quando devo calar. Preciso dele igualmente para saber como falar, a fim de alcançar com amor o coração de meus irmãos. Usa minhas palavras hoje como semente de bênção, ó Senhor. Dá-me palavras cheias de paciência, prudência, perdão e bondade. Usa-me, Pai, como um arauto de boas-novas para a vida dos meus irmãos, em Nome de Jesus.

O que a Bíblia diz sobre as palavras do homem?
"Guarda tua língua do mal, e teus lábios de palavras enganosas. Aparta-te do mal e faze o bem; busca a paz e vai ao seu encalço". (Sl 33,14-15)

"O falador fere com golpes de espada; a língua dos sábios, porém, cura. Os lábios sinceros permanecem sempre constantes; a língua mentirosa dura como um abrir e fechar de olhos". (Pv 12,18-19)

"A língua serena é uma árvore de vida; a língua perversa corta o coração". (Pv 15,4)

"É do fruto de sua boca que um homem se nutre; com o produto de seus lábios ele se farta". (Pv 18,20)

"Quem vigia sua boca e sua língua preserva sua vida da angústia". (Pv 21,23)

"A língua, porém, nenhum homem a pode domar. É um mal irrequieto, cheia de veneno mortífero. Com ela bendizemos ao Senhor, nosso Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma mesma boca procedem a bênção e a maldição. Não convém, meus irmãos, que seja assim. Porventura lança uma fonte por uma mesma bica água doce e água amargosa? Acaso, meus irmãos, pode a figueira dar azeitonas ou a videira dar figos? Do mesmo modo a fonte de água salobra não pode dar água doce" (Tg 3, 8-12)

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Fonte:
JOSÉ, PE ANTONIO, Basta Uma Palavra. Rio de Janeiro, Ed.Rio de Deus, 2006, p.32-34.